Português

Períodos da ortografia portuguesa



A língua portuguesa também mudou bastante com o passar do tempo. Resumidamente, pode-se dividir a história da ortografia portuguesa em três períodos diferentes. O primeiro adotou o princípio de fonemas. Esse período vai do início da língua até o século XVI. Nessa fase, se defendia que a ortografia deveria estar o mais próxima possível da pronúncia das palavras.

O segundo período é chamado de pseudoetimológico e abrange os séculos XVI, XVII e XVIII. Entendia-se que as palavras deviam ser escritas segundo suas origens. No caso da língua portuguesa, as formas gregas e latinas predominam.

O terceiro período é chamado de histórico-científico e abrange os séculos XIX e XXI. Esse período caracteriza-se pela elaboração de vários acordos ortográficos.

O primeiro deles foi o Acordo de 1931 entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Outros acordos podem ser citados: o Acordo Ortográfico de 1943; a Lei 5.765 de 18 de dezembro de 1971 (que alterou o acordo de 1943); o Acordo de 1975 (que não se transformou em lei nem veio a público) e o Protocolo de Intenções para o Acordo Ortográfico, de 1986.

A mais nova reforma ortográfica entrou em vigor em 1º. de janeiro de 2009, pondo em prática as regras estabelecidas pelo o decreto de nº 6.583, publicado em 29 de setembro de 2008, que promulgou no Brasil o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O Acordo foi assinado ainda em 1990 por representantes dos governos dos sete países que, naquela data, já tinham o português como idioma oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.


Mudanças da última reforma...

Alfabeto

  • Antes: 23 letras;
  • Agora: 26 letras, entram k, w e y.

Trema

Desaparece em todas as palavras, com excessão de nomes como Müller.
  • Antes: Freqüente, lingüiça, agüentar;
  • Agora: Frequente, linguiça, aguentar.

Acentuação

Some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte). Palavras que tem a última sílaba mais forte mantém o acento (como herói, papéis e troféu).
  • Antes: Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia;
  • Agora: Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia.
Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas, mas se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí.
  • Antes: Baiúca, bocaiúva, feiúra;
  • Agora: Baiuca, bocaiuva, feiura.
Some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos).
  • Antes: Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos;
  • Agora: Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos.
Some o acento diferencial em todas as palavras, com excessão de pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.
  • Antes: Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa;
  • Agora: Para, pela, pelo, polo, pera, coa.
Some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar.
  • Antes: Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você;
  • Agora: Averigue, apazigue, ele argui, enxague você.
As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.

Hífen

Veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra…
  • Usa-se hífen quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel;
  • Não se usa hífen em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom.
Hiper, inter, super
  • Usa-se hífen quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional;
  • Não se usa em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico.
Sub
  • Usa-se hífen quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano;
  • Não se usa em todos os demais casos: subsecretário, subeditor.
Vice
  • Sempre: vice-rei, vice-presidente.
Pan, circum
  • Usa-se hífen quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar;
  • Não se usa em todos os demais casos: pansexual, circuncisão.

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